Plataforma para aquisição de medicamentos

Ferramenta será usada para propiciar melhores valores de compra para os países da região. O assunto foi tratado na 37ª Reunião de Ministros da Saúde do Mercosul

Os países do Mercosul criarão uma plataforma de compra conjunta de medicamentos de alto custo. O compromisso foi firmado durante a 37ª Reunião de Ministros da Saúde do Mercosul, realizada nesta quinta-feira (11), em Brasília (DF). A ferramenta tem o objetivo de garantir melhores preços de compra aos respectivos sistemas de saúde. Na ocasião, também foram assinados acordos sobre segurança no trânsito e redução do tabagismo, da obesidade infantil e do sódio nos alimentos, bem como a criação de um banco unificado de informação sobre doação de órgãos.

A proposta, apresentada pelo Brasil, oferece alternativas para a compra regional de medicamentos. “A ideia é viabilizar uma aquisição em maior escala e, assim, fortalecer o poder de negociação dos membros do Mercosul. Teremos como objetivo garantir a segurança e eficácia dos produtos, bem como preços mais competitivo. São medidas para ampliar o acesso aos tratamentos e a sustentabilidade dos sistemas de saúde”, afirma Arthur Chioro, ministro da Saúde do Brasil.

O texto assinado hoje prevê que, nos próximos 30 dias, sejam avaliadas três propostas: 1 – Um dos países poderá realizar uma licitação, fazendo o registro de preço e permitindo que os demais comprem por meio de adesão a esse contrato. O Brasil se ofereceu para estudar como sediar esse mecanismo; 2 – Eleger um grupo de medicamentos prioritários e fazer a aquisição pelo fundo rotatório/estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS); 3 – Assinatura de um acordo internacional entre os países do Mercosul, que viabilizaria dentro do bloco a compra conjunta de medicamentos estratégicos.

O entendimento conjunto é que as três propostas não são excludentes, ou seja, podem ser trabalhadas ao mesmo tempo, buscando dar uma resposta imediata à proposta. Ainda, serão avaliadas medidas para acesso a medicamentos genéricos e acordos bilaterais que possam facilitar a aquisição dos produtos de saúde, além de fortalecer o banco de registro de preços, no qual são inseridos dados para o compartilhamento de informações sobre a aquisição de medicamentos em cada país.

No Brasil, o orçamento para garantir o acesso aos medicamentos ofertados pelo SUS, em 2014, foi de R$ 12,66 bilhões. Para 2015, considerando o orçamento aprovado, será de R$ 14,05 bilhões, o que representa um crescimento de 11%. Desde 2010, o Ministério da Saúde implantou ações para aprimorar o uso de recursos, como a compra centralizada de produtos estratégicos – o que já gerou economia de R$ 1,3 bilhão – e negociação direta do Ministério com fornecedores. Atualmente, os medicamentos adquiridos de forma centralizada representam 65% do orçamento, o equivalente a R$ 8,2 bilhões.

REDUÇÃO DE SÓDIO – Outro ponto importante da reunião foi o compromisso firmado entre o bloco para redução de sódio nos alimentos industrializados. Os países do Mercosul adotarão metas regionais com referência no documento elaborado por um consórcio de especialistas e OPAS (Saltsmart Consortium Consensus Statement) que traz sugestões para algumas categorias de produtos, como pães, carnes e cereais.

As reduções sugeridas na tabela levam em consideração a contribuição da redução do conteúdo de sódio nos alimentos processados para o alcance da meta global que é reduzir em 30% a ingestão de sódio nos países e assim avançar na redução do consumo para os níveis máximos recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Cada país da região, a partir de seu padrão de consumo alimentar nacional, terá que indicar quais produtos serão priorizados neste processo e que metas serão estabelecidas para a redução no seu conteúdo de sódio.

Em todo o mundo, incluindo a Região das Américas, o consumo de sódio em geral é muito elevado (mais que 10g/dia) enquanto a recomendação da OMS é de um consumo máximo de 5g de sal por dia. No Brasil, reduzir a quantidade de sódio consumida diariamente pela população é a meta do Plano Nacional de Redução de Sódio em Alimentos Processados que conseguiu reduzir, desde 2011, em suas duas primeiras fases, 7.652 toneladas de sódio em produtos como macarrão instantâneo, pão de forma, bisnaguinha, bolos, snacks, maionese e biscoitos.

A meta é que até 2020 as indústrias do setor promovam a retirada voluntária de 28.562 toneladas de sal do mercado brasileiro. O cumprimento das metas, que envolve os produtos mais consumidos pela população, contribuirá para a redução do consumo de sódio diário no país para menos de 2g por pessoa (cerca de 5g de sal).

OUTROS ACORDOS – Também foi assinado um acordo para a integração do Sistema Nacional de Transplantes brasileiro ao banco de informações sobre órgãos do bloco, o Registro Mercosul de Doação e Transplante (DONASUR). Com isso, será feito um esforço no sentido de incluir informações nacionais anteriores à criação do banco, em 2010, o que vai garantir uma análise mais ampla e completa da evolução dos transplantes no país e na região como um todo na última década.

O DONASUR é o registro oficial das atividades de doação e de transplante dos países do Mercosul – Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Venezuela, Bolívia (em processo de adesão) e Chile (associado) e outros três países da América do Sul (Colômbia, Equador e Peru). Os registros incluem três tipos de dados atualizados diretamente pelos países: número de doadores vivos, número de doadores falecidos e número de transplantes realizados. Em 2013, os dados de transplantes do Brasil passaram a alimentar o DONASUR, a fim de registrar dados referentes aos anos de 2005 até o presente. Já foi efetuado o cadastramento de 442 hospitais transplantadores, de 685 programas de transplantes e de 1.782 registros de doadores vivos.

“O objetivo inicial é a troca de informações e experiências, que servirão de base para acordos futuros, como a transferência de tecnologia”, afirma o ministro Arthur Chioro.

Essa foi a última reunião em que o Brasil participou como presidente do Mercosul. Além da divulgação dos resultados alcançados durante o período em que presidiu o bloco, foram firmados compromissos relativos a segurança no trânsito, tabagismo e obesidade. A reunião contou com a presença dos ministros da Saúde da Argentina, Paraguai, Venezuela e Bolívia. Também participaram os vice-presidentes do Chile e do Uruguai, além da diretora da OPAS, Carissa Etienne.

Por Priscila Silva.

Fonte: http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/cidadao/principal/agencia-saude/18047-paises-vao-criar-plataforma-para-aquisicao-de-medicamentos

Cobertura de salud alcanza a 46 millones de personas

El financiamiento de los sistemas de salud y su eficiencia siguen siendo los principales desafíos para la sostenibilidad.

En América Latina y el Caribe se ha visto un progreso significativo hacia la cobertura universal desde comienzos de la década de 2000, con 46 millones de personas adicionales que en nueve países tienen al menos garantías nominales de recibir servicios de salud asequibles, señala una nueva publicación de la Organización Panamericana de la Salud/Organización Mundial de la Salud (OPS/OMS) y el Banco Mundial.

“El informe muestra que los países han hecho progresos significativos hacia la cobertura universal de salud, con el aumento en la cobertura y el acceso a servicios de salud de la población, el gasto público en salud, y una disminución de los pagos directos de su bolsillo”, dijo Carissa F. Etienne, Directora de la OPS/OMS. “Pese a estos avances, aún resta mucho por hacer para cerrar la brecha de la equidad y abordar los nuevos retos de la salud en la región”, indicó.

El informe, Avances hacia la cobertura universal de salud y la equidad en América Latina y el Caribe. Evidencia de algunos países seleccionados, muestra que mientras los países han expandido la cobertura y el acceso a servicios de salud de la población, los más pobres aún no reciben los servicios necesarios, y no se brinda atención suficiente a las enfermedades no transmisibles, que producen la mayoría de las muertes en la región. El estudio se centra principalmente en 10 países: Argentina, Brasil, Chile, Colombia, Costa Rica, Guatemala, Jamaica, México, Perú y Uruguay.

“La región ha aumentado su gasto en salud y ha reducido las brechas entre ricos y pobres en una serie de resultados clave de salud: ha aumentado la expectativa de vida de manera significativa, más niños viven para ver su primer y quinto cumpleaños, y menos madres mueren de complicaciones durante el parto”, dijo Jorge Familiar, vicepresidente del Banco Mundial para América Latina y el Caribe. “En un contexto de recursos limitados y de menor crecimiento económico, los países ahora enfrentan el desafío de aumentar la eficiencia de sus sistemas de salud para continuar construyendo sobre estos logros”, añadió.

El informe – que fue editado por Gisele Almeida, Asesora en Análisis de Sistemas y Servicios de Salud de la OPS y por Tania Dmytraczenko, Economista Principal del Banco Mundial- señala las inequidades de salud persistentes entre los países y también dentro de ellos, así como la imposibilidad de algunos sistemas de salud de abordar las cambiantes necesidades de salud. Mientras que la tasa de empobrecimiento debido a los gastos de atención de salud está disminuyendo, en nueve de los países analizados de 2 a 4 millones de personas fueron llevadas a la pobreza por los gastos de bolsillo en salud, entre ellos los de medicamentos que son el mayor factor de costo.

Los países de América Latina y el Caribe también se enfrentan a nuevos retos en la salud. Mientras que muchos países de la región han logrado avances importantes en el nivel y la equidad en el acceso a servicios de salud materna e infantil, el informe subraya la urgencia de extender esos avances hacia las enfermedades no transmisibles, que representan una parte cada vez mayor de la carga de enfermedad.

“El perfil demográfico y epidemiológico cambiante de la región, en particular por el envejecimiento de la población, ha desplazado la carga de las enfermedades hacia las enfermedades no transmisibles, que tienden a afectar a todos los grupos poblaciones, al tiempo que aumentan los costos y la demanda de los servicios de salud en todos los ámbitos”, dijo Tim Evans, Director Principal para Salud, Nutrición y Población del Grupo Banco Mundial.

El desafío más grande que ahora enfrentan los países, señala el informe, es la necesidad de aumentar el financiamiento público y la eficiencia para expandir aún más la cobertura universal y para manejar poblaciones que envejecen con rapidez y la carga creciente de las enfermedades no transmisibles. El informe recomienda que los países exploren medidas financieras nuevas, más efectivas y justas, así como que también se aumente la eficiencia de los sistemas de salud a través de reformas estratégicas que prioricen la atención primaria en salud.

Alcanzar el compromiso de la cobertura universal invariablemente requerirá de esfuerzos concentrados para mejorar la generación de ingresos de una manera sostenible fiscalmente, así como para apuntar a obtener más valor por el dinero.

El informe señala que ha habido avances en tanto los países han reconocido a la salud como un derecho, al incorporarlos en sus constituciones o al ratificar ciertas convenciones internacionales que definen la implementación del derecho a la salud como una obligación estatal. Las constituciones de 19 países mencionan la salud como un derecho.

En 2014, los Estados Miembros de la OPS adoptaron de manera unánime la estrategia regional para el Acceso Universal a la Salud y la Cobertura Universal de Salud, la cual reconoce el derecho a la salud como su valor central.

“Las políticas nacionales y estrategias que promueven el acceso a la salud y la cobertura de salud deben ser firmemente anclados en la premisa de que el disfrute del más alto nivel posible de salud es uno de los derechos fundamentales de todo ser humano”, afirmó James Fitzgerald, Director de Sistemas y Servicios de Salud de la OPS/OMS.

Etienne elogió al Banco Mundial por adoptar la cobertura universal de salud como parte de su misión para eliminar la pobreza absoluta en 2030, llamando a la inversión en salud universal “una herramienta poderosa y subutilizada para el desarrollo económico”.
El informe también brinda evidencia de que los mejores resultados se han visto en los países que aumentaron el gasto público en salud, que han cubierto a toda su población e integrado sus sistemas de salud en lugar de mantener sistemas separados para los diferentes segmentos de la población.

Fonte: http://www.paho.org/hq/index.php?option=com_content&view=article&id=11068:health-coverage-reaches-46-million-more-in-lac&Itemid=1926&lang=es

Avances impagables

La oncología está viviendo uno de los momentos más dulces de su historia.

El título de este post no es una recurso genérico o un tópico para atraer al lector hacia el artículo. Es el resumen claro de lo que a continuación se contará en el texto. La oncología está viviendo uno de los momentos más dulces de su historia. Los investigadores están profundizando en los mecanismos moleculares que convierten a las células normales en malignas y entendiendo cómo éstas se diseminan por todo el organismo y generan metástasis, que es lo que suele matar a los pacientes.

Tanta investigación conlleva asimismo la llegada de nuevos medicamentos -basados en conceptos modernos- que están consiguiendo avances muy palpables en la supervivencia de enfermos cuyos tumores ya se han diseminado y tienen, por lo tanto, una esperanza de vida muy discreta.

Hace ya un par de años que los especialistas están muy esperanzados con la irrupción de la inmunotetrapia contra el cáncer. Nuevos productos que consiguen desmontar la resistencia que crean las células cancerosas frente a la inmunidad de los pacientes -e impiden que ésta actúe contra ellas- y que facilitan que el ejercito inmune ataque eficazmente a los tumores malignos.

Por citar un ejemplo, la combinación de dos de estos nuevos productos consigue alargar en varios meses la vida de algunos pacientes con metástasis muy avanzadas de un melanoma maligno cuya mortalidad -en esos estadios- se presupone elevadísima en tan solo unos meses.

Pocos expertos ahora dudan del valor de estas nuevas terapias. Sin embargo, la pega formidable que tiene estos avances es su precio. Si no bajan, su coste serán probablemente inasumibles.

La semana pasada, en Chicago -en el transcurso de la reunión anualde la Sociedad Americana de Oncología Médica (ASCO), que concentró a orillas del lago Michigan a 37.000 especialistas de todas partes del mundo- el doctor Leonard Saltz dio una conferencia interesante.

El jefe de oncología digestiva del Memorial Sloan Kettering Cancer Center de Nueva York expuso datos sólidos sobre lo que habrá que pagar, el menos en EEUU, por tratar el cáncer avanzado con inmunoterapia. Un miligramo de Nivolumab vale 25 dólares y uno de Ipiliminab, 125. Más o menos 4.000 veces más caro que el oro. La combinación de estos dos fármacos durante un año, por ejemplo, para tratar un melanoma grave, sería de 280.000 dólares, según Saltz. Si pensamos en otros nuevos productos que ya están llegando, podría haber tratamientos con un coste aproximado al millón de dólares al año. Algo completamente insostenible de acuerdo con muchos economistas, incluso para los países más ricos del planeta.

En EEUU, los precios de las medicinas van por libre. Cada laboratorio decide lo que vale el producto una vez que éste ha sido autorizado por la agencia de medicamentos federal (FDA). Ni este organismo ni los proveedores de servicios sanitarios pueden negociar nada. La industria farmacéutica suele apuntar muy alto. Y el cáncer es ahora la enfermedad más cara de todas las que existen. Hay un enorme negocio en torno a ella. Los estadounidenses tienen siempre copago (hasta para los mayores de 65 años que atiende el Medicare) de como mínimo un 20% del total de lo que cuesta un fármaco.

Ya hay muchos oncológos que se están planteando qué hacer frente a la esquizofrenia que tiene la nueva oncoterapia. Por un lado hay buenos resultados (fármacos que aunque no están curando el cáncer están cronificándolo en un porcentaje alto de las veces), pero por otro, hay precios imposibles. Insostenibles es la palabra ahora utilizada. Y eso sin hablar de efectos secundarios, que también los tienen.

No ha otro remedio que sentarse a dialogar: gobiernos, pacientes, especialistas, la sociedad entera. Habrá que buscar fórmulas con las que equilibrar el desatino de ver que hay muy buenos progresos frente al cáncer pero que son inabordables incluso para gente con los bolsillos llenos. El desafío es incorporar varios parámetros con los que catalogar con rigor qué quiere decir la palabra valor frente a la enfermedad. Que no todo se mida únicamente con la métrica clásica, algo pasada ya de moda, de “tiempo a la progresión”.

Fonte: http://www.elmundo.es/salud/2015/06/08/5571b210268e3efb608b457f.html

OPS/OMS y OEA lanzan Alianza Interamericana

El nuevo grupo brindará asesoramiento sobre políticas y asistencia técnica para fortalecer las capacidades de los países y promover acciones entre todos los sectores con el fin de prevenir muertes prematuras por estas enfermedades, que causan más del 80% de todas las defunciones en la región

Washington, DC, 17 de junio de 2015 (OPS/OMS – OEA).- Un grupo de agencias de cooperación preocupadas por el impacto negativo de las enfermedades no transmisibles (ENT) sobre las personas y el desarrollo económico de las Américas lanzaron hoy una alianza interamericana con el fin de intensificar la respuesta multisectorial para prevenir y controlar estas enfermedades en la región.

“Las enfermedades cardiovasculares, el cáncer, la diabetes y las respiratorias crónicas son la causa principal de muerte en las Américas y en el mundo, y enfrentarlas requiere de esfuerzos colectivos y de un abordaje multisectorial como la alianza que lanzamos hoy,” sostuvo la Directora de la Organización Panamericana de la Salud/ Organización Mundial de la Salud (OPS/OMS), Carissa F. Etienne.

La OPS/OMS presidirá el nuevo Grupo Interamericano de Trabajo sobre las Enfermedades No Transmisibles, trabajando en forma colaborativa con la Organización de los Estados Americanos (OEA) y otros socios que incluyen al Banco Interamericano de Desarrollo (BID), el Banco Mundial, la Comisión Económica para América Latina y el Caribe (CEPAL) y el Instituto Interamericano de Cooperación para la Agricultura (IICA).

Esta alianza proporcionará a los países de la región asesoramiento sobre políticas, asistencia técnica y creación de capacidades, a la vez que facilitará un abordaje común y armonizado para enfrentar la carga de las ENT, con una utilización más eficiente de recursos, el intercambio de información y la creación de redes entre organizaciones e instituciones de la región para asegurar el máximo impacto.

Las ENT, también llamadas crónicas, tienen un desarrollo lento y una duración prolongada. Cada año, alrededor de 4,5 millones de personas mueren por causa de alguna de ellas en la región. Esta cifra representa más del 80% de todas las defunciones, 36% de las cuales se producen en forma prematura, es decir antes de los 70 años. Si no se toman medidas, se espera que las muertes y discapacidades por esta epidemia silenciosa aumenten, así como también, la carga que generan sobre los sistemas de salud y las economías nacionales.

“Debemos actuar ahora. Las ENT son una carga no solo para los pacientes, sus familias y el sector de la salud, sino también para las sociedades y las economías en su conjunto. Luchar contra ellas requiere la creación de entornos que apoyen la salud, a través de asociaciones con otros sectores como agricultura, educación y comercio. Estos son los tipos de acciones que promoveremos conjuntamente con otras agencias del sistema interamericano mientas trabajamos juntos para salvar vidas”, señaló Etienne.

La mayoría de las muertes por ENT están relacionadas con factores de riesgo en común, principalmente el consumo de tabaco, el uso nocivo del alcohol, la dieta poco saludable y la falta de actividad física. La exposición a ellos puede ser modificada con políticas y acciones de todos los sectores de gobierno y de la sociedad, más allá del ámbito de la salud.

Estas políticas incluyen la cobertura universal de salud y de protección social; incentivos para incrementar la producción y oferta de alimentos saludables; educar a los niños y adolescentes acerca de una alimentación sana y de la actividad física, y planificación urbana que contemple espacios públicos que fomenten la actividad física. También, legislación y regulaciones tendientes a reducir el consumo del tabaco, alcohol, sal, azúcar y las grasas trans, medidas consideradas como las “inversiones óptimas” dada su costoefectividad. El costo global de implementar estas acciones se estima en 11.200 millones de dólares, lo que representa una inversión anual de entre 1 y 3 dólares por persona.

“La salud y bienestar de nuestros ciudadanos está en el centro de la agenda de derechos y equidad de la OEA”, señaló el Secretario General de la OEA, Luis Almagro. “Las enfermedades no transmisibles deben abordarse integralmente. Por ello, la colaboración intergubernamental, interinstitucional e intersectorial es clave para reducir su incidencia”, aseveró durante el lanzamiento del grupo, que tuvo lugar un día después del cierre de la Asamblea General de la Organización de los Estados Americanos.
Representantes de Brasil, Jamaica, México, Panamá y Trinidad y Tobago también participaron del lanzamiento de la alianza y presentaron experiencias exitosas de trabajo multisectorial en sus países.
En 2011, jefes de Estado de todo el mundo reconocieron el papel y la responsabilidad de los gobiernos en la reducción de las enfermedades no transmisibles a través de la Declaración Política de las Naciones Unidas para la Prevención y el Control de las ENT. En 2013, la Asamblea Mundial de la Salud respaldó el Plan de Acción Mundial de la OMS para la Prevención y Control de las Enfermedades No Transmisibles, que busca, entre otras cosas, reducir 25% el número de muertes prematuras por ENT para el 2025. A nivel regional, ese mismo año el Consejo Directivo de la OPS/OMS respaldó un plan de acción contra estas enfermedades, que establece metas específicas para la región.

La nueva alianza dará apoyo a los países de la región en su respuesta integral a estas enfermedades y sus factores de riesgo, uno de los principales retos para el desarrollo en el siglo XXI

La Organización Panamericana de la Salud (OPS) trabaja con los países de las Américas para mejorar la salud y la calidad de la vida de su población. Fundada en 1902, es la organización internacional de salud pública más antigua del mundo. Actúa como la oficina regional para las Américas de la OMS y es la agencia especializada en salud del sistema interamericano.

Fonte: http://www.paho.org/hq/index.php?option=com_content&view=article&id=11061%3Aopsoms-y-oea-lanzan-alianza-interamericana-ncds&Itemid=135&lang=es

Los test prenatales no invasivos

Cada día se emplea con mayor frecuencia los test prenatales no invasivos para los trastornos cromosómicos fetales con el objetivo de detectar alteraciones como el síndrome de Down. La prueba examina el ADN fetal en la sangre de la madre, por lo que no conlleva el riesgo de aborto involuntario que sí tienen otros métodos más invasivos. Y ahora, este sistema puede tener una nueva utilidad: puede detectar cánceres maternos en una etapa temprana, antes de que aparezcan los síntomas.

Un equipo del Centro de Genética Humana de la UZ Lovaina (Bélgica) aumentó la precisión de este tipo de pruebas con el objetivo de superar algunos de los problemas técnicos que provocan resultados de falsos positivos o falsos negativos en el examen de alteraciones cromosómicas en el feto y, por casualidad, descubrieron una función nueva. Los resultados se presentan hoy durante la Conferencia Anual de la Sociedad Europea de Genética Humana y se publican en «JAMA Oncology».
La autora Nathalie Brison explicó que el síndrome de Down es la anomalía cromosómica más frecuente y ocurre en aproximadamente uno de cada 700 bebés nacidos vivos. El riesgo de dar a luz a un bebé con síndrome de Down aumenta con la edad de la madre y se eleva abruptamente a partir de los 36 años. «Por lo tanto, creemos que es importante mejorar la precisión de la prueba», apunta Brison.

Por azar
Y, a pesar de que test prenatal no invasivos son muy fiables, «creíamos que podíamos hacerlo aún mejor y al conseguirlo, podríamos también detectar otras anomalías cromosómicas, aparte de los síndromes de trisomía tradicionales –Down (trisomía 21), de Edward (trisomía 18) y de Patau (trisomía 13)-», señala. De esta forma, con la mejora del test probada en más de 6.000 embarazos, se analizaron otros cromosomas y se identificaron «tres alteraciones genómicas diferentes en tres mujeres que no podían estar vinculadas tanto al perfil genómico materno como fetal. Nos dimos cuenta de que las anomalías se parecían a las que se encuentran en el cáncer y se derivó a las mujeres a la unidad de oncología».

Gracias a un análisis más preciso, que incluyó la exploración mediante resonancia magnética de todo el cuerpo e investigaciones patológicas y genéticas, se identificó la presencia de tres cánceres diferentes en etapa temprana en las mujeres: un carcinoma de ovario, un linfoma folicular y un linfoma de Hodgkin. Aunque esta incidencia está dentro del rango que se espera de la población normal (uno por 1000-2000 personas en mujeres de entre 20 y 40 años de edad), sin estas pruebas, «hubiera sido poco probable que se detectaran estos cánceres hasta que dieran síntomas y, por lo tanto, en una etapa muy posterior».

Tratar al principio
La información es desde luego muy importante, sobre todo teniendo en cuenta el mal pronóstico de algunos tumores cuando se detectan tardíamente y debido a que sabemos que es posible y seguro tratar la enfermedad durante el embarazo, comenta el investigador principal, Joris Vermeesch, jefe del Laboratorio de Citogenética e Investigación Genómica en Lovaina. «Durante el embarazo, los síntomas relacionados con el cáncer -fatiga, náuseas, dolor abdominal y pérdida de sangre vaginal- pueden estar enmascarados y los test prenatales ofrecen una oportunidad para la detección precisa de las mujeres con alto riesgo de cáncer, lo que nos permite superar el reto del diagnóstico precoz en mujeres embarazadas», añade.

El hallazgo causal permitió tratar a dos de las tres mujeres diagnosticadas, una de ellas durante el embarazo, dando a luz posteriormente a una niña sana. La tercera tenía una enfermedad indolente que no se consideró que tuviera necesidad de tratamiento en esa etapa. El seguimiento de las mujeres tratadas mostró que la prueba prenatal tenía la ventaja de permitirmonitorizar la eficacia del tratamiento y los investigadores fueron capaces de ver que los perfiles cromosómicos se normalizaron durante y después de la quimioterapia.

Los resultados sugieren que este tipo de test prenatales podrían permitir la detección de tumores presintomáticos no sólo en las mujeres embarazadas, sino en la población general. «Sabemos ahora que esposible ofrecer la detección precisa de los cánceres cromosómicamente desequilibrados a la población en general a través de métodos de detección de mínimamente invasivos», dice Brison. Además, añade, permite medir la respuesta al tratamiento justo después de la primera administración del tratamiento.

Dilema ético
Sin embargo, señala Vermeesch, «nuestro estudio alimenta el debate ético sobre si se debe o no informar de los hallazgos casuales a los pacientes y también tiene implicaciones para los debates políticos vigentes en materia de reembolso y financiación de estos test por los sistemas nacionales de atención de la salud».

Fonte: http://www.abc.es/salud/noticias/20150606/abci-genes-test-cancer-201506051749.html

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